05 junho, 2011

todos os nomes do coração



Reclamo a nudez os pés da infância

um tempo suspenso com o odor a ervas húmidas

a terra molhada, o lugar que baloiça e alteia

chapinho nos charcos onde as rãs desafiam a água

para que os meus dedos possam caligrafar

todos os nomes do coração


Gisela Ramos Rosa, 05-06-2011





8 comentários:

Lídia Borges disse...

A seiva, húmus da infância a fazer germinar o verso...

L.B.

Ana Oliveira disse...

Nomes que só o coração descalço sabe de cor.

Beijinho Gisela

João Menéres disse...

A LÍDIA traduziu em beleza as tuas palavras, GISELA.


Um beijo.

poesias maria do carmo disse...

hoje tirei a tarde pra visitar os blogs e satisfazer minha alma,bjos.

Lara Amaral disse...

Que poema saudoso, me transportou para looonge! =)

Tania regina Contreiras disse...

Que beleza, Gisela...Para que meus dedos possam caligrafar todos os nomes do coração: lindo!
beijos,

Graça Pires disse...

À infância volta-se solitariamente...
Que belo poema e que bela imagem, Gisela.
Um beijo com saudades.

ParadoXos disse...

bons velhos tempos... em que a vida era só sonho...

um beijo crescido!