15 agosto, 2010

os mesmos belos barcos de papel

© Monique



Quero bordar esta página com o corpo de onde os olhos e os membros se adiantam....pensando na evidência e nos ecos gerados com o significado da palavra verdade.... dobro as páginas uma a uma moldando o papel até conseguir encontrar a forma dos barcos que me trouxeram aqui…..anulo o silêncio quando me impedem de navegar nesse território imenso em que nasci....não me importam os punhos, as vozes nem a parede onde alguns deixam a sua marca alienada... saberei modelar os cabelos com as tranças que afago com ideias serenas....e com a paz dos dedos articulo levemente as mãos desenhando o jeito de olhar a palavra verdade....bebo-a como se fosse o elixir da viagem, ainda que continue a construir os mesmos belos barcos de papel...
Gisela Ramos Rosa 15-08-2010

17 comentários:

Flor de Lys disse...

E agora sei que nossas almas são barquinhos de papel confeccionados pela grande mão...

Um beijo,

Álly.

Novo blog, conheça:

http://floremcarne.blogspot.com/

myra disse...

sempre e sempre mais e mais, que postagem belissima!!!! fotos, palavras, ja nao sei como expressar minha admiraçao por voce, minha querida Gisela!
muitos beijos

alice disse...

querida gisela, ausento-me em trabalho algum tempo e em setembro volto num barco de papel a este blogue. deixo-lhe um grande beijinho.

Ramon Alcântara disse...

Estamos naqueles barcos de papel, naqueles carrinhos de tampinha... naquele suspiro inocente.... indo....


abz

manuela baptista disse...

os mesmos
barcos de papel

sejam pássaros
flores

ou apenas aviões

de papel

Uma muito bonita página
bordada!

Manuela

Tania regina Contreiras disse...

Imagem íntima...memórias que emergem da imagem e ganham uma nitidez imprevista com o texto, Gisela: muito belo!
Abraços,

« Katyuscia Carvalho » disse...

A palavra é o vento...

Sopro-te um carinho!

[por lembrar-me como ao fim de cada chuva, eu ficava assim... a navegar barquinhos - de papel - nas poças mágicas da infância...]

Um beijo.

António Abreu disse...

Um acaso, uma surpresa, um gosto.
Ainda bem que passei por aqui.

betina moraes disse...

gisela,

muitas vezes não venho até os comentários por não conseguir abrir a janela... há uma outra janela de propaganda que abre e trava o meu PC... um droga, pois eu fico cheia de remorso por não postar um carinho sobre as tuas belas palavras.

aqui, a embarcação da verdade, pura como a verdade que sabemos existir quando somos ainda inocentes crianças, sabendo que o que é de verdade está em alguma matriz do sonho...

belo post, bela canção, bela fotografia!

um beijo.

João Menéres disse...

BARQUINHOS DE PAPEL...
UNIVERSAIS!
Toda a gente entende o significado desses sonhos!
Mas, as tuas palavras equipam-nos com uma boa marinhagem!!!

Um beijo, GISELA.

(5ªfeira, tenho qq coisa no ninho...)

Graça Pires disse...

Faço um barco de papel e vou com ele até onde o pensamento o permitir...
Muito belos a imagem e o texto.
Um grande beijo.

AC disse...

A preparação da viagem, ainda em embrião, mas já a convicção do rumo: a busca da verdade.

Beijo :)

Mar Arável disse...

Sempre soprei

os meus barcos de papel

e com eles

voei

Bj

José Alba disse...

Excelente trabajo , una imagen que me impresiona. Un abrazo

avlisjota disse...

A verdade é redentora assim como os barcos de papel...

Bjs

José

Ivan Bueno disse...

Oi, Gisela.
Adorei esta sua prosa poética, e os barcos de papel sempre carregam tanto simbolismo, aqui tão bem expressos. Muito bom.
Beijo grande.

Ivan Bueno
blog: Empirismo Vernacular
www.eng-ivanbueno.blogspot.com

anna serrat disse...

que la inocencia de la iaginación no se apague nunca para ti.
Bellísima !!!!