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11 junho, 2010

poema a preto e branco

thirst
© Cheron


repara como a natureza se revela intercalando confidências nas listras que desenham o brio o porte altivo deste animal
ilhas a preto e branco ou se quiseres um jogo de cores que apura a diferença

nota como o contraste entre as cores é natural e fecundo em cada linha
que termina ou circunscreve a pelagem no seu corpo
há um espaço e um clarão na vida deste equídeo
há nele a versão livre de um poema uma métrica que funda um sentido bicolor


repara como nele encontramos o silêncio e um espelho
a água de um animal que sacia a sua sede
.


Gisela Ramos Rosa, 11-06-2010

26 novembro, 2009

Para que nesse instante figurasse o tempo

Se nas mãos encontrássemos os elos
Por que tecemos os dias
E com elas revelássemos o Sol
Que em nós fez crescer as manhãs

Pedir-te-ía um ocaso suspenso entre os dedos
Para que nesse instante figurasse o tempo
Mediador de vozes e silêncios concretos

Agora, desta janela reescrevemos as casas
os sóis de um só fruto ainda por dizer

Gisela Ramos Rosa (2009)