07 abril, 2009

O que sente o poeta quando desenha?



António Ramos Rosa a desenhar com tinta-da-china, ontem.
Fotografias de Gisela Rosa.

Ontem de visita aos meus tios António e Agripina resolvi levar o pincel japonês e a tinta-da-china para que o poeta pudesse experimentar o desenho com outros instrumentos. A poesia em forma de traços com rasto foi surgindo e acabou mesmo por preencher um bloco Canson A5. As mãos adoraram a aventura e a alma do poeta pôde transcender-se na página aberta a novas formas de risco criativo com a tinta líquida da china e os inesperados rastos do pincel.

Deixo aqui a resposta do poeta em vídeo à pergunta que lhe coloquei no final bem como uma das sequências que resultou neste dia:


O que é que o tio sente quando desenha?


video
António Ramos Rosa, vídeo de Gisela Rosa (ontem).


*peço desculpa pela qualidade da imagem que não é das melhores.

12 comentários:

alice disse...

:) gostei muito de ouvir a voz do Poeta, querida Gisela. e penso que ouvi o seu sorriso... beijinhos.

PAS[Ç]SOS disse...

ÚNICO!

JMV disse...

Uma pequena delícia!!!
Obrigado.


um beijinho

Vieira Calado disse...

Excelente documento aqui nos deixou.

Eu já sabia da faceta também artística do poeta quando pega no lápis ou no pincel, mas este registo dá ainda mais vigor à anterior impressão.

Obrigado.

Maria Clarinda disse...

Sabes Gisela, o teu tio é um dos meus poetas de eleição, e ao ver esta tua reportagem fazendo-o sentir o gosto do pincel, comoveu-me !
Obrigada por este post lindo!!!
Obrigada Ramos Rosa por estas pinturas que ficaram lindas tão cheias de moção.

vaandando disse...

... belíssimo,
boa lembrança a sua !
cordialmente
____________ JRMARTO

meus instantes e momentos disse...

lindo post., é bom voltar aqui.
Tenha uma bela Páscoa....
Maurizio

mateo disse...

... não sou assim tão piegas como "isso".
Mas que uma lágrima dançou... lá isso... dançou mesmo... que a senti.
Pergunto-me a razão.
Não sei bem se foi da tua ideia, se da (tinta da) China, se da voz do poeta a (d)escrever-se, se do teu pedido de desculpas...
Foi de tudo um pouco e... do teu sor_riso feliz e agradecido.
Fui lamechas, não fui?
Mas como é que se diz que fiquei comovido com esta amêndoa de Natal?
Perdão! Da Páscoa!
Um beijo grato.

adelaide amorim disse...

Tão bom esse convívio com o artista, não é mesmo, Gisela? Parabéns por seu tio e pela sensibilidade carinhosa que dedica a ele. Beijo e boa Páscoa, amiga.

Gisela Rosa disse...

Queridos visitantes, as vossas palavras dizem-me que faço bem em percorrer este caminho do coração e nele encontrar tantas emoções sublimes! Um terno abraço, a todos

alice (o meu sorriso)

Passos (testemunho sentido)

JMV (um doce olhar)

meus instantes e momentos (a paz)

vaandando (lembranças)

Vieira Calado (o vigor do traço)

mateo (emoções)

adelaide (carinhos)

num relance disse...

sente gente

gisela rosa disse...

num relance, concordo consigo, o traço transforma e dá corpo ao que sentimos... muito obrigada pelo seu comentário! Volte sempre.