18 março, 2009

O poema é a semelhança

António Ramos Rosa a ler, fotografia de Gisela Rosa, Outubro de 2008



Le poème perpétue un instant de la vie du mot, une sourire, une rencontre.

Edmond Jabès, Je Bâtis ma demeure, p. 306



* o título deste post é um verso de Edmond Jabés (idem, p. 309)

7 comentários:

JMV disse...

E a curiosidade, se nunca desaparece de um olhar, talvez perpetue um pouco mais do que um instante essa vida...

um beijinho

João disse...

As palavras precisam do poema para eternizar-se, para não se apagarem no som de serem ditas... o sorriso do re[encontro] é um rio que nos nasce dentro, bem fundo, e que, por vezes, transborda por forma de palavras.

Gisela Rosa disse...

JMV,

João


muito obrigada pelos vossos olhares que eternizam um pouco mais estas imagens.

Um abraço aos dois,
Gisela Rosa

Elizabeth F. de Oliveira disse...

Adorei a frase, Gisela.
Mas, gostei, sobretudo, da foto do teu pai, cujo semblante é mais do que poético.
O poema perpetua o sentimento do poeta.
beijo no coração

Gisela Rosa disse...

Querida Elizabeth, como lhe agradeço as palavras. O poeta é meu tio, mas é muito parecido com o meu pai (que já não está entre nós), e é como se fosse meu pai. Um beijinho

Susana A. disse...

António Ramos Rosa: é um dos poetas com a poesia mais pura e que mais nos faz pensar com as suas palavras. lê-lo e partilhá-lo será sempre um gosto e um gesto infinito. obrigada pela partilha da foto e dos desenhos acima.

um sorriso imenso *

Gisela Rosa disse...

Suzana,

obrigada por ter cá vindo e pelas suas palavras. Já tinha reparado o seu gosto pela poesia de ARR em Lugares mal situados. Muito bonito o seu comentário, estou-lhe grata. Farei o possível por partilhar o que puder. Um abraço