Mostrar mensagens com a etiqueta José Manuel Vilhena. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Manuel Vilhena. Mostrar todas as mensagens

01 dezembro, 2009

uma voz amanhecia com a espessura da água



Livruras, fotografia de José Manuel Vilhena, em Ruinologias


Tenho a forma de uma pena nos dedos
percorro estas palavras e recordo
o mundo que coloquei neste livro
os pássaros esvoaçavam num cântico antigo
trazendo uma escrita originária
uma voz amanhecia com a espessura da água
das ondas que se elevavam no horizonte da matéria
como um sopro revelando a pedra

Gisela Ramos Rosa

03 janeiro, 2009

A matriz dos Sonhos

José Manuel Vilhena, em A Matriz dos Sonhos www.ruinologias.blogspot.com


nas mãos nasceram flores com o dia
e nelas escrevemos nomes com os dedos
com a seiva e o enredo do mar
deflagramos o sangue das rosas
na floresta de um tempo Aberto
de formas gravadas no fundo oceanico

ancoramos na língua com o sangue
de um Pacto que interpreta este efeito
ao pulsar

e desenhamos o movimento das veias
pelas estradas de uma cidade adormecida
que se eleva sem luzes ou simulacros
e nela encontramos os nossos ossos
ardósias convertidas em caracteres de afectos
cactos etéreos ou pedras sem corpo
que navegam como luas perdidas
nesta página

Gisela Ramos Rosa

As margens da escrita

Inscrição de António Ramos Rosa, publicada no livro Vasos Comunicantes, Diálogo poético do mesmo autor com Gisela Ramos Rosa - 2006

"Fascina-me a mão escrevendo, independentemente da língua ou da época, de entender o que está escrito ou de não entender nada."

José Manuel Vilhena, in http://ruinologias.blogspot.com/