A place to be...Sintra06 novembro, 2011
01 outubro, 2011
Um foco de ternura cúmplice
Fotografia de Gregory Colbert Nada é inacessível no silêncio ou no poema.
António Ramos Rosa
Aproximei-me da festa do silêncio com o fluir das palavras nuas que escreveste. Suspendi o tempo junto a ti como a criança que recoloca as peças do jogo com a simples respiração acedendo ao novo mundo imprevisto em movimento. Um foco de ternura cúmplice aproximou o sentido total dos nossos gestos fora do tempo. Um campo de ressonâncias eternas trespassando-nos como a água sem corpo que esvazia as palavras, dos sentidos obscuros, onde habitamos a brancura e o afecto deste encontro. Agora sei que haverá a palavra viva quando a morte for limite, haverá o fluxo do livro descobrindo a página, haverá um rosto traduzindo o silêncio, haverá um traço de prece inclinada na paz dos nossos ombros.
25 setembro, 2011
Fotografia de Eric Lafforgue06 agosto, 2011
02 julho, 2011
Não sei porquê a luz*

Afasto-as do poema com a Alma
por haver um rio entre as muralhas
uma pedra, a boca, a baga desigual
na saliva dos homens dissolvendo os dias
atravessando o dia até ao lugar do visível
e encontram
Gisela Ramos Rosa, 2-07-2011
05 junho, 2011
todos os nomes do coração
Reclamo a nudez os pés da infância
um tempo suspenso com o odor a ervas húmidas
a terra molhada, o lugar que baloiça e alteia
chapinho nos charcos onde as rãs desafiam a água
para que os meus dedos possam caligrafar
todos os nomes do coração
Gisela Ramos Rosa, 05-06-2011
22 maio, 2011

Olho a água para reabrir a nascente com as mãos
porque há uma raiz na longínqua margem do silêncio.
Gisela Ramos Rosa
22-05-2011